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25 de ago. de 2014

A Carta de Um Bebê que Acordou no Meio da Noite

Um texto emocionante escrito por um bebê que acordou no meio da noite. Vale a pena ler, é muito lindo!


Querida mamãe,
Esta noite acordei estranhando o silêncio. Não havia barulho algum e pensei que o mundo tinha até acabado e você esquecido de mim. Coloquei a boca no trombone e você apareceu. Ainda bem. Fiquei tão feliz no calor do seu peito que acabei pegando no sono antes de mamar tudo o que precisava. Quando percebi que você ia me colocar no berço, chorei de novo. Mas não tente negar, você estava com pressa para ir dormir outra vez.
Você me deu de mamar novamente, assim, meio apressadinha e depois resolveu trocar a minha fralda. Estava tudo calmo, um silêncio, nós dois juntinhos, tão legal que eu perdi o sono. Você até que foi compreensiva, mas começou a bocejar um pouco e resolveu me fazer dormir. Eu não queria dormir. Talvez precisasse de mais dez minutos ou meia hora, mas você estava mesmo decidida a dormir. Foi ficando bem nervosa e até chamou o papai. Eu não queria o papai e todos fomos ficando muito irritados.
No final das contas, acordei a casa inteira cinco vezes. Pela manhã, nossa família estava com cara de quem saiu do baile. Acho que estraguei tudo. Imagina, você que chegou a dizer para o papai que eu estou com problema de sono. Eu não! Você é que vem me dar de mamar com pressa e daí eu sinto que você não quer ficar mais comigo.
Os adultos têm hora certa para tudo, mas eu ainda não entendi essas coisas de relógio e tarefas estafantes que vocês precisam fazer. Quando meu corpo está com o seu, quero ficar do seu lado sem me separar nunquinha. Do alto dos meus 3 meses, ainda não descobri direito que você é uma pessoa e eu sou outra. Um dia eu vou sair por aí, vou telefonar e posso deixá-la doida para saber o que anda fazendo e, então, você vai entender como me sinto agora. Mas não precisamos dessa guerra, mamãe.
Até lá, já podemos nos entender, inclusive através das palavras. Sinto a angústia da separação, pois acabei de passar por essa experiência. Você também, mas vive tudo isso como uma adulta consciente. Eu ainda estou vivendo no inconsciente. Eu não sei andam tudo é tão novo pra mim aqui fora. Mas eu tenho absoluta certeza de que vou aprender tudinho o que você me ensinar através dos seus sentimentos em relação a mim.
Mamãe, você quer um conselho de bebê? Quando eu chorar à noite, não salte logo para o meu quarto desesperada, como se o mundo fosse acabar.
Espere um pouco, respire profundamente, ouça o meu choro até que ele atinja o seu coração. Sinta seu tempo, realmente acorde e venha me pegar. Me abrace devagar, não acenda a luz, fale bem baixinho e me dê o seu peito para eu mamar. Depois que eu arrotar, mais um pouco só de paciência, pois, nós bebês, somos sensíveis aos sentimentos dos adultos. Se eu sentir que você está com pressa, sou capaz de armar o maior barraco, mas se você esperar até o meu segundo suspiro, quando meus olhos ficam bem fechados, minhas mãos e pernas bem molenguinhas, aí sim você pode me colocar no berço que eu não acordo antes de sentir fome outra vez. À medida que você desenvolver sua paciência, mamãe, eu estarei desenvolvendo minha tranquilidade e nós não teremos mais noites desagradáveis. Apenas noites de mamãe e bebê, que um dia passam, como tudo na vida.
Sempre seu, gu-gu dá-dá!
(Texto distribuído no Curso de Gestantes da Maternidade Nossa Senhora de Fátima, Curitiba, PR)
Texto de Claudia Rodrigues autora do livro "Mamães mais que Perfeitas"

22 de jul. de 2014

Os 5 estágios da dor do parto

1 - NEGAÇÃO
Você já está em trabalho de parto, ansiosa e feliz porque a grande hora está chegando, enfim. Sente uns calafrios, cabelo molha de leve. Está andando e pá, sente uma cólica meio chata na região abdominal. Pensa: “Ué, é isso mesmo? Só isso? É a dor do parto começando! Que legal!”. Conta no relógio e vê: só uns 30 segundos de duração. Eu posso aguentar isso, você pensa. Só 30 segundos? Estas colicazinhas só? Fica no facebook com as amigas índias postando foto do barrigão e escrevendo: “É HOJE! Vai nascer a Sara Terra, gente! Mandem boas energias. Tô chamando as parteiras!”
2 - RAIVA.
"Puta merda". As contrações começam a chegar num nível completamente diferente do anterior. Você olha no relógio e elas estão ficando mais longas."Puta que o pariu". O marido vem todo fofo: “Tudo bem, amor?” e você só consegue dizer "Não consigo conversar agora puta merda cacete dói pra caralho." Enfeza. Fica puta. Espera acabar. "Dá cá um abraço, amor. Vou pro chuveiro. Dizem que alivia.” Senta lá e dá vontade vomitar de dor. E você levanta. E você senta. E a parteira vem com aquele aparelhinho ouvir o coração. “CACETEEEEEEE”. Esmaga a mão da doula. Você não consegue se mover. Ou não consegue ficar parada. Pede por favor pra parteira ver se você dilatou, e ela “Tem certeza que quer saber?”. Vai ver esta dor toda foi por causa de 1 cm. AFE! Manda mentalmente pro inferno estas índia tudo dos seus 30 grupos de parto online, que me garantiram que o corpo ficava inundado de ocitocina e a gente fica “naturalmente anestesiada”. Fica nada. Dói pra cacete! Socorro!
Estágio 3 - A BARGANHA 
Você não acredita que está somente 6 cm dilatada. Não é possível. A pressão que sente é tão forte que pensa que vai arrebentar o quadril. COMO ASSIM? Não, conta de novo. Não está certo. Mais quantas horas? Não sabe? Como assim? Em casa não tem anestesia. Água não alivia dor coisa nenhuma. A minha, não. Não quero ficar molhada. Não quero mais esta dor. Olha no relógio: “Marido, vai vir de novo, não quero, não não quero de novo, não naoooooooooooooooooooooooooooo FILHA DA PUTAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA”. A contração já dura 1 minuto inteiro. Como assim? Devia estar nascendo. A dor fica mais forte que isso? Não é possível. Vou sair daqui. Vou deitar. Ok, parei este parto. Não quero mais isso. Não vai nascer NUNCA isso aqui. Alguém tira esta criança de mim? Tira? Não tem jeito, eu sei. Mas parei, ok, não quero mais. Vou dormir, depois continuo. “Mulher, acorda, você tem que ficar em movimento, deitada fica pior.”COMO você sabe o que é pior?Vou dormir. Vai passar. Até.” Deita. Levanta em um minuto implorando Jesus-Maria-José pra te acudir. “Nossa Senhora do Bom Parto o cacete. Socorro!”
Estágio 4 : DEPRESSÃO
Você desiste da dor, pra ver se ela desiste de você. Fica em silêncio. Chora. Chora igual criança que caiu jogando bola. “Eu quero minha mãe”. “Cadê minha mãe????" Socorro, minha mãe não tá aqui. Abraça a doula. Aperta ela. Deita nela. Vem outra contração. "Não não nãoooooooooooooooooooooooooooooooooo outra nãooooooooooooooooooo" e chora igual nem lembrava que sabia chorar. A cada dois minutos a dor volta e cada vez está mais interminável. Você desiste. Acabou. É isso. Vai sentir esta dor pra sempre. Melhor se acalmar. Não há nada que você possa fazer, a bendita cabeça já tá lá embaixo quase. Umas massagens, uma toalha na boca pra você morder, uma mão pra você segurar. Só existe aquilo e você. Sumiram todos. Você não consegue ver mais nada. O bebê vai sair e não há nada que você possa fazer pra impedir. 
Estágio 5: ACEITAÇÃO
UAU! Você olha no relógio e já se passaram 12 horas que está com dor. Como você é forte, pensa no intervalo da dor. “Você vai conseguir, Ca." - ouve longe uma voz dizer. Olha pro nada. É a partolândia completa. Tem algo estranho, pois você se acalma. Lembra da sua doula falando: no final a dor melhora muito.  E se lembra que enfim, chegou no limite. Já sentiu a maior dor que podia sentir. E sobreviveu. E seu bebê está ali chegando. E relaxa. E deixa a natureza agir. “A natureza é perfeita….não sinto mais dor….só sinto queimar tudo…..tá acabando….” Se concentra. Aceita a dor. Aceita o parto. Aceita que não tem controle sobre a situação. Você sabe que o bebê vai nascer e não vai demorar. Enfim, olha pra baixo depois de uma baita força e ele já saiu! A parteira agarra ele pra não cair no chão. Todos riem alto, o bebê chora alto. E você, abismada, agarra a criança na mão e se mata de rir feliz, como se não tivesse passado por tudo isso há minutos atrás.

30 de mai. de 2014

21 semanas de gravidez

Hey pessoinha, hey pessoinha, hey pessoinha, hey, hey, hey, hey!
      Começando o dia de hoje com animação total porque eu e meu bebê ESTAMOS COM 21 SEMANAS! Graças à encheção de saco da Layla (minha melhor amiga, madrinha do bebê) estou sendo obrigada a tirar fotos todas as semanas a partir de agora para ela fazer alguma coisa que não quis me falar o que é. Aproveitando isso, vou começar a fazer um resumo de cada semaninha para vocês também. 
          Com 21 semanas minha barriga só aparece mesmo quando estou de lado. Continuo com a marca da cintura, que agora está um pouco mais larga, mas nada muito drástico. De costas só parece que engordei um pouco. As roupas não me cabem há muito tempo, e agora eu estou naquela situação de vestir o que entra. Meu busto já cresceu de 42 para 46, e é só subindo! Calças jeans não entram mais desde as 10 semanas, e agora até meus shorts (que ainda entravam cabendo por serem bem larguinhos) me abandonaram de vez. 
          Estou adorando essa fase da gestação, porque eu sempre tive uns culotinhos do lado da barriga (bem pouquinho mesmo, mas incomodava), e como a barriga está esticando para a frente, eles vem desaparecendo em ritmo acelerado. Logo logo vou me sentir mais confortável para vestir roupas justas. Até agora engordei 7 kg, o que acho um pouco de mais, mas vamos seguindo e veremos o que dá. Sempre tive coxas bem grossas e quadril bem largo (sem falar no tamanho da minha bunda, que é um exagero), e acho que tudo está um pouco maior agora, ah, e mais mole. Uma vez, há muito muito tempo mesmo, eu li em um livro que quando a mulher engravida tudo nela amolece e ela se torna uma enorme almofada para bebês. Gente, é a mais pura verdade. 
       Com relação à pior parte dessa fase é que agora comecei a ter algumas cãibras a noite. Imagine acordar na melhor parte do sonho com aquela dor desgramada esquartejando sua panturrilha. Pois é. O apetite anda como nunca, estou comendo como um leão. Agora começou a ficar (mais) difícil não engordar, porque tenho vontade de comer tudo o que vejo, penso ou ouço falar. Meu último desejo foi de chuchu com limão, e eu ainda não tive a chance de saná-lo. O bebê acabou de falar Oi para vocês em forma de chute kkkkkk
          Estou bem carente e dengosa, qualquer coisa me faz chorar. Antes de ontem Jailton falou, brincando, que não me amava (eu estava enchendo o saco dele de brincadeira), e na hora meus olhos encheram de água. Ele nem sabe disso, porque estávamos falando por telefone. O pior foi ter que me convencer de que ele estava brincando, controlar o choro e o desespero e continuar a conversa como se nada estivesse acontecendo. Esses hormônios...
          No final das contas está tudo indo muito bem. O bebê mexe pouco e dorme muito, mas quando mexe parece que está dançando tango dentro de mim. Jailton está todo bobão com o filhote, fica conversando com ele o tempo todo, e quer que eu avise toda a vez que o bebê mexer para ele vir correndo e sentir também. Estou começando a me adaptar com a gravidez (pra quem não sabe eu estava com sintomas de Depressão Gestacional), começando a viver essa fase como uma benção. 
          Então é isso, até a semana que vem. Beijos, Fernanda.

29 de mai. de 2014

Endendendo Coisinhas de Bebê - Tamanhos

Bom dia gente!
Sempre que olho roupinhas e sapatinhos de bebê fico morrendo de medo de comprar e acabar não servindo, ou comprar de mais e não usar, ou comprar de menos e faltar. Por isso eu, compulsiva por pesquisa, me vi hoje, às 6h45 da manhã, tentando desvendar esse mistério que são os tamanhos de coisas para bebê. Eu e Jailton não compramos NADA ainda, porque estamos esperando a confirmação do sexo do bebê, que será dia 11 agora. Mesmo assim, como já temos um palpite do sexo (que manterei em segredo até o momento da confirmação) já estou olhando algumas coisinhas. 

























Vamos começar a entender os tamanhos de roupinha?
RN (Recém Nascido) - É o menor tamanho, as primeiras roupinhas que seu bebê vai usar ou não né. Teoricamente serve em bebês que tenham até 4kg. O problema é que ninguém sabe com que peso seu bebê vai nascer, afinal até com esses exames super tecnológicos ainda há erros - muito drásticos, aliás - com relação a essas medidas. 
P (0 - 3 meses) - Logo depois do RN temos o P, que comporta crianças de 3,5 kg até 6 kg. 
M (3 - 6 meses) - O segundo tamanho que o bebê usa mais é o M, então é melhor comprar uma quantidade razoável. Ideal para bebês que tenham entre 5,5 kg e 10 kg.
G (6 - 9 meses) - Usado por bebês com peso entre 9 kg e 13 kg.
GG (9 - 12 meses) - O tamanho que o bebê mais usa. Pode abusar em roupinhas desse tamanho, porque vai ser a época em que ele vai usar TODAS. E não tenha medo, porque se seu bebê for grandão dá para usar antes dos 9 meses, e se ele for pequenininho dá pra usar depois dos 12. 

Minha opinião: Eu não vou comprar roupinhas RN para meu bebê, porque ele está, desde já, bem grandinho, então ele vai usar P desde que nascer. Li em outros blogs que RN nunca faz falta, que a pior coisa que pode acontecer é o bebê ficar com roupinhas um pouco grandes por 1 ou 2 semanas (sim, perde muito rápido). Do tamanho P eu também não vou comprar muitas, e vou comprar mais bodies e alguns macacões, e talvez umas 5 roupinhas mais arrumadas para sair (e para o Natal né, porque meu bebê vai estar com 2 meses e pouquinho, então tem que ser P mesmo). M eu vou comprar muuuuita coisa, porque o bebê já vai começar a ficar durinho, ai as roupinhas ficam melhores e eu vou poder exibir muito meu filhote. Nada a falar sobre os outros tamanhos. Ah, para quem vai comprar roupinhas na internet acho que os tamanhos são medidos igualmente, com uma diferença: o RN pode aparecer como NB (new born) se for um site extrangeiro. 

E agora vamos ao tamanho dos sapatinhos?
Tamanho nº 14 (EUA 0) - Para bebês de 0 - 6 semanas
Tamanho nº 15 (EUA 1) - Para bebês de 6 - 12 semanas
Tamanho nº 16 (EUA 2) Para bebês de 3 - 6 meses
Tamanho nº 17 (EUA 2 1/2) Para bebês de 5 - 7 meses
Tamanho nº 17,5 (EUA 3) Para bebês de 6 - 9 meses
Tamanho nº 18 (EUA 3 1/2) Para bebês de 8 - 10 meses
Tamanho nº 18,5 (EUA 4) Para bebês de 9 - 12 meses

Não é tão difícil quanto parece no final das contas. Só é muita coisinha para decorar, mas é bom fácil no final. Ah, uma coisa importante: parece que as roupas para meninas são menores que as de meninos (ex.: RN menino vai até 4 kg, RN menina vai até 3,8 kg). 
 Espero ter ajudado vocês. Qualquer dúvida é só perguntar que eu respondo. Beijocas, Fernanda!

Quando nasce um bebê...


Dizem: quando nasce um bebê, nasce uma mãe também. E um polvo. Um restaurante delivery. Uma máquina de chocolate prontinho. Uma mecânica de carrinhos de controle remoto. Uma médica de bonecas. Uma professora-terapeuta-cozinheira de carreira medíocre. Nasce uma fábrica de cafuné, um chafariz de soro fisiológico, um robô que desperta ao som de choro. E principalmente: nasce a fada do beijo.
Quando nasce um bebê, nasce também o medo da morte – mães não se conformam em deixar o mundo sem encaminhar devidamente um filho.
Não pense você que ao se tornar mãe uma mulher abandona todas as mulheres que já foi um dia. Bobagem. Ganha mais mulheres em si mesma. Com seus desejos aumentam sua audácia, sua garra, seus poderes. Se já era impossível, cuidado: ela vira muitas. Também não me venha imaginar mães como seres delicados e frágeis. Mães são fogo, ninguém segura. Se antes eram incapazes de matar um mosquito, adquirem uma fúria inédita. Montam guarda ao lado de suas crias, capazes de matar tudo o que zumbir perto delas: pernilongos, lagartas, leões, gente.
Mães não têm tempo para o ensaio: estreiam a peça no susto. Aprendem a pilotar o avião em pleno voo. E dão o exemplo, mesmo que nunca tenham sido exemplo. Cobrem seus filhos com o cobertor que lhes falta. E, não raro, depois de fazerem o impossível, acreditam que poderiam ter feito melhor. Nunca estarão prontas para a tarefa gigantesca que é criar um filho – alguém está?
Mente quem diz que mãe sente menos dor – pelo contrário! Ela apenas aprende a deixar sua dor para outra hora. Atira o seu choro no chão para ir acalentar o do filho. Nas horas vagas, dorme. Abastece a casa. Trabalha. Encontra os amigos. Lê – ou adormece com um livro no rosto. E, quando tem tempo pra chorar – cadê? -, passou. A mãe então aproveita que a casa está calma e vai recolher os brinquedos da sala. “Como esse menino cresceu”, ela pensa, a caminho do quarto do filho. Termina o dia exausta, sentada no chão da sala, acompanhada de um sorriso besta.
Já os filhos, ah… Filhos fazem a mãe voltar os olhos para coisas que não importavam antes. O índice de umidade do ar. Os ingredientes do suco de caixinha. O nível de sódio do macarrão sem glúten. Onde fica a Guiné-Bissau. Os rumos da agricultura orgânica. As alternativas contra o aquecimento global. Política. E até sua própria saúde. Mães são mulheres ressuscitadas. Filhos as rejuvenescem, tornando a vida delas mais perigosa – e mais urgente.
Quando nasce um bebê, nasce uma empreiteira. Capaz de cavar a estrada quando não há caminho, só para poder indicar: “É por ali, filho, naquela direção”. (Cris G.)

21 de mai. de 2014

Comercial da Coca Cola que me fez chorar

Boa tarde gente!
Eu vim rapidinho aqui só compartilhar com vocês esse vídeo lindinho que me emocionou. É um comercial da Coca-Cola que fala sobre a vida de um casal a partir do momento em que eles descobrem que terão um bebê. É um vídeo realmente lindo. Confiram:



E ai, o que acharam? Lindo não é?

18 de abr. de 2014

Achado - Manual da Mamãe

          Dia 15 de Abril fui à minha segunda consulta Pré-Natal. Depois de muita luta para conseguir marcar a bendita consulta, lá fomos eu e Jailton para esse dia tão esperado. Coisas muito importantes aconteceram durante  manhã e tarde desse dia, como a descoberta do sexo do meu bebê, a realização do exame morfológico do primeiro trimestre (a Traslucência Nucal), o marco da minha entrada no segundo trimestre de gestação. Além disso tudo, uma coisa me deixou bastante contente. Vamos à história. Antes de ir para a clínica onde realizo o Pré-Natal, passamos no Sabin para imprimir alguns exames que eu havia feito anteriormente (os exames de rotina do primeiro trimestre). Já saindo do Sabin olho para a mesinha em que normalmente eles deixam folhetinhos e vejo uma revista (com cara de livro) que fez meus olhos brilharem. Com título "Manual da Mamãe" e subtítulo "Tudo sobre gestação e os primeiros aninhos do seu filho", foi amor a primeira vista. 
Desculpem a qualidade da foto, é que tirei do celular kkk
          Para quem, como eu, é louca por pesquisas, a qualquer sinal de informação desconhecida corre para a frente do computador e passa horas pulando de site em site até obter conhecimento básico, técnico e científico sobre o assunto, então essa revista é para você. Ela é bem simples (eu sempre a complemento com minhas próprias pesquisas e anotações), mas os temas sugeridos são de interesse de todas.
          É uma revista linda, começando pela capa e indo até a última página. Tudo escrito por profissionais de diversas áreas especializados no tema maternidade, como Farmacêuticos, Educadores, Obstetras, Doulas... A revista é dividida em cinco seções: Saúde da Mamãe, Saúde do Bebê, Beleza da Mamãe, Vamos às Compras e aos Serviços, e Comportamento e Educação.  É realmente uma revista linda linda linda. Tudo foi feito pensando nas mamães. E sabe o que é melhor? É GRÁTIS! 
          Eu encontrei a minha na Sabin, como eu disse anteriormente, então vão em busca da de vocês! Vale a pena mesmo! E boa sorte!

Links: 
Para acessar o Site clique aqui. Se quiser ver o Blog, então clique aqui. Para acessar o Facebook, aqui

Beijos, Fernanda.

3 de abr. de 2014

Exames do Pré-natal - Citomegalovírus, Rubéola, Toxoplasmose, Varicela...

          Na consulta Pré-natal - provavelmente a primeira consulta- o médico com certeza lhe passou um punhado de exames para serem realizados. Você fez todos os exames e quando viu o resultado percebeu que alguma, ou talvez várias, doenças estavam com o índice IgG reativo. Se seu coração quase parou, então você teve a mesma reação que eu tive. Citomegalovírus, Rubéola e Toxoplasmose estavam com o IgG positivo para mim. Quase tive um infarto, imaginei as piores coisas possíveis. Sem nem saber o que isso tudo significava a primeira coisa que eu pensei foi que eu estava com AIDs, vê se pode? Mas enfim, como a boa estérica que sou, fui correndo ao Doutor Google descobrir quanto tempo mais eu tinha de vida o que aquilo  nos meus exames significava. 


          No site Mulher Saúde eu encontrei um artigo de compreensão muito simples com o título "Como entender o resultado do exame?", escrito pela Doutora Paula. Leiam a seguir e acalmem seus corações.

"O exame da sorologia tem por objetivo dosar dois tipos de moléculas: a IgM e a IgG. A IgM é a molécula que é formada rapidamente no corpo logo após o primeiro contato dele com um bicho (qualquer bicho). É através dessa molécula, formada perfeitamente para aquele determinado bicho, que o corpo organiza o ataque inicial para combater essa determinada infecção. Essa molécula tem como característica ter uma vida curta, assim não durando muito tempo no corpo.
A IgG é uma molécula que demora mais tempo para ser formada, e ela é responsável pelo impedimento da re-infecção por aquele determinado bicho. Ela funciona como soldados especializados no reconhecimento e combate daquele bicho específico, desta forma impedindo que ele cause uma nova infecção, caso entre em contato com o corpo num outro momento.
Existem muitas doenças cujo diagnóstico não é feito pela pesquisa do bicho em si, mas pela pesquisa da presença ou ausência das células que o corpo produz responsáveis pelo combate dessa doença. Esse exame é chamado de sorologia.
Como entender o resultado do exame?
IgM negativo (não reagente) e IgG positivo (reagente): imune: você já entrou em contato com esse bicho, e já criou defesa contra ele. Portanto, você não tem mais que se preocupar com esse problema.
IgM positivo (reagente) e IgG negativo (não reagente): infecção aguda: você está com uma infecção por esse bicho, ou seja, você está entrando em contato com ele pela primeira vez. Converse com seu obstetra sobre quais medidas devem ser tomadas.
IgM e IgG positivos (reagente): indeterminado: não é possível saber há quanto tempo você entrou em contato com esse bicho pela primeira vez. Pode ser há pouco tempo, ou há muito tempo. Converse com seu obstetra sobre quais medidas devem ser tomadas.
 - IgM e IgG negativos (não reagente): susceptível: você nunca entrou em contato com esse bicho. Portanto, deve se prevenir para que esse contato não ocorra pela primeira vez durante a gravidez."
          Coisa linda esse artigo, né não? Acalmou meu coração (até a próxima crise de histeria, que deve ocorrer dentro de 5, 4, 3...). E ai, ele também ajudou você a entenderem o resultado do seu exame? Então comenta aqui embaixo, vai!
Beijos, Fernanda, a Mamãe Coruja

27 de mar. de 2014

Ultrassom Transvaginal

          Após a confirmação da gravidez tudo o que eu mais queria era saber como estava meu bebê, se eram gêmeos (meu Beta HCG foi muito alto), se poderia ter alguma complicação. Infelizmente meu primeiro Ultrassom foi por causa de um sangramento. Descobri que não eram gêmeos e que tive um descolamento, mas enfim, isso é história para outra hora. Hoje vim falar sobre esse primeiro ultrassom que vem cheio de ansiedade e apreensão para (acredito eu) todas as mamães.

         Realizado normalmente durante primeiro trimestre, ele serve para saber se é uma gestação tópica ou ectópica, se é um único feto ou mais, se houve algum descolamento, entre outras funções. Pode ser realizado a qualquer momento do primeiro trimestre de gestação, mas antes da 5ª semana não há possibilidade de visualizar o feto. O melhor é marcar o exame para a 7ª semana de gestação, porque a chance de ver o embrião e ouvir seu coraçãozinho é bem maior. 
         O médico também pode pedir a realização do exame do segundo semestre em diante para avaliar o comprimento do colo do útero e assim identificar o risco de aborto espontâneo. 
           É um exame que pode ser muito desagradável para a mãe, mas não machuca o feto e não causa aborto já que o colo do útero deve estar fechado durante a realização do exame (mas há possibilidade de realizá-lo com o colo aberto para identificar possível aborto espontâneo). Não há comprovação de que o som emitido prejudique o embrião, já que a frequência sonora é inaudível para seres humanos, portanto não deve ser detectável para o feto. 

Fernanda Magalhães

19 de mar. de 2014

Descolamento no Primeiro Trimestre

          Pesquisei bastante antes de falar sobre esse assunto, esse contratempo que está me fazendo ficar de repouso por quase um mês, a fim de obter maiores informações para outras futuras mamães que estão passando pelo que eu passei poderem se tranquilizar.
Imagem retirada do Blog Oxente Menina

























O que é? 
O descolamento que se dá no início da gravidez (antes de 20 semanas), sendo o termo correto Hematoma Subcoriônico, é um acumulo de sangue, como o próprio nome diz um hematoma, que fica na área próxima ao saco gestacional. 

Como descobrir?
Há duas formas de descobrir a sua existência: a primeira, e a menos traumática na minha humilde opinião, é por meio de um ultrassom num exame de rotina. A segunda é por meio de um sangramento vaginal, que foi o meu caso

Quais são os sintomas? 
O sintoma mais normal são as cólicas que não passam com o Buscopan Composto, mas há algumas mulheres que sentem tonturas e enjoos com mais intensidade.

Como é tratado?
O médico irá prescrever um remédio de progesterona vaginal, repouso e também abstinência sexual, apesar de estudos comprovarem que nada disso tem muito haver com a evolução ou com a involução do hematoma. Isso é mais utilizado como um efeito placebo.

Resumindo: se o problema for detectado cedo não há causa para preocupação. Por isso é necessário o acompanhamento pré natal adequado.

Mamãe Coruja

Acordei com dor e percebi que estava sangrando

          Eu normalmente acordo tarde, por volta das 10h da manhã, mas dia 05 desse mês acordei mais ou menos às 7h30 com uma cólica aguda. Continuei deitada por algum tempo até a dor passar, me levantei e fui beber água. Quando fui fazer xixi, uma surpresa nada agradável: uma manchinha de sangue na minha calcinha.




          Como eu estava com 7 semanas de gestação achei esperançosa que era só um sangramento de escape, desses que dizem ser normais durante o primeiro trimestre, então não falei nada para ninguém e continuei minha vida. Fui para a faculdade normalmente e depois me encontrei com meu namorido, ele iria fazer um exame de sangue naquele dia (exigência do trabalho), e eu iria acompanhá-lo. Quando chegamos lá senti uma pequena pontada, dessa vez bem mais fraquinha, e fui correndo ao banheiro. Para meu alívio momentâneo não havia mais sangue na minha calcinha. Fiz xixi e então o que era alívio virou uma aflição maior ainda: uma gotinha de sangue no papel higiênico. Procurei rapidamente meu cartão do convênio dentro da bolsa, e como eu sou uma lerda o havia esquecido em casa e seria impossível buscá-lo para ir ao hospital naquele dia, já que moramos a 70km de Brasília e meu convênio só é aceito no Distrito Federal. Para evitar que Jailton surtasse não falei nada para ele. Naquele dia andamos para cima e para baixo, e eu com pequenas pontadinhas sempre, mas agora sem nenhum sangue. 
          Por volta das 15h voltamos para nossa cidade e fomos para a casa da mãe dele. Quando cheguei lá Amilly, a sobrinha de 4 anos dele, veio correndo e pulou nos meus braços. Nessa hora eu não consegui mais suportar. A dor havia aumentado muito e eu não estava nem conseguindo respirar direito. Não aguentei e contei para Jailton sobre os sangramentos e as dores. E como eu esperava ele realmente surtou. Me levou correndo a um hospital público aqui da cidade e o médico, nada agradável, disse sem fazer nenhum tipo de exame que era um início de perda. Meu coração murchou na mesma hora, me senti incapaz de proteger meu filhinho indefeso. Eu só precisava mantê-lo seguro pelos 9 meses, e nem isso eu era capaz de fazer. Aquilo era culpa minha, eu sabia que era. Jailton tentou me consolar, disse que daria tudo certo, que nosso bebê estava bem e que isso não era nada. Tentei confiar no que ele dissera. 
          Fomos para a casa dos meus pais, e eu resolvi tomar um banho. Quando acabei o banho encontrei aquele que havia dito que daria tudo certo chorando escondido. Não aguentei. Naquele momento senti meu coração morrer aos poucos. Eu tinha que ser forte, se nós estávamos realmente perdendo nosso neném eu teria que ser a força que Jailton não tinha mais. O abracei e ele realmente desabou nos meus braços. Chorou, soluçou, abafou gritos no meu colo. Eu disse para ele mais ou menos o que ele havia me falado algum tempo antes, que ficaria tudo bem, que nosso neném estava bem sim, que o que o médico disse estava errado porque ele não fez nenhum exame para saber se aquilo era verdade. Disse ainda que dali a um ano e meio teria uma coisinha pequenina correndo dentro da nossa casa mexendo nas coisas dele, quebrando os enfeites da estante e gastando todo nosso dinheiro. Ele sorriu e eu me senti melhor por ter conseguido fazê-lo parar de chorar. 
          No dia seguinte, ás 7h30 da manhã, fomos direito para a emergência do Hospital Santa Helena, fomos atendidos rapidamente e eu fui encaminhada para meu primeiro ultrassom. A parte de fazer a ficha + ser chamada para o exame foi a mais demorada de todas. Jailton estava com os olhos baixos, inchados. Acho que ele chorou mais a noite, mas eu não perguntei. Fui chamada, me mandaram esvaziar a bexiga. Como eu estava de vestido não precisei usar aquela roupa de hospital. O médico entrou na sala e eu já estava deitada na mesa, ele se preparou e o exame começou. No início foi muito incomodo, mas então "tum tum, tum tum, tum tum", o coração do meu neném estava batendo, 180 batimentos por minuto. Eu nem prestava mais atenção no quanto aquele exame foi incomodo. Foi a hora em que eu relaxei. Olhei para Jailton e os olhos dele estava brilhando, e eu juro que estavam cheios de água. O médico chamou minha atenção para a tela e então eu vi meu bebê. Ele estava bem! O médico disse que eu tive um pequeno descolamento de saco gestacional, e que precisaria ficar de repouso, usar umas capsulas de progesterona e evitar brigar e me estressar por algum tempo. 
          Saímos da sala de exame e fomos para a sala da doutora que havia nos atendido primeiramente. Ela nos explicou o que é um descolamento de saco gestacional, e me passou o remédio Ultragestan para tomar por 10 dias. Fomos para casa com o coração mais tranquilo, sabendo que nosso bebê estava bem. 

18 de mar. de 2014

Enjoos e vômitos - Como lidar?

DESABAFO: Desde o iniciozinho da minha gravidez vinha sentindo enjoos frequentes, que sempre eram desencadeados por um cheiro ou uma visão não muito agradável, mas uma única vez cheguei aos finalmentes. Quando minha 8ª semana chegou o enjoo veio diminuindo bastante, tanto que até consegui comer algumas coisinhas com carne vermelha (que só de sentir o cheiro eu arrepiava) e tal. Foram dias felizes, comendo tudo o que tinha vontade, mas como dizem que felicidade de pobre dura pouco agora, quase entrando na 10ª semana comecei a vomitar a cada vez que como. E o que mais me irrita é que nem tem o enjoo para avisar que estou prestes a vomitar. Eu como normalmente, sem sentir enjoo nem nada, quando eu levanto da mesa me dá uma pequena vertigem e quando eu dou o primeiro passo já sabem né? Tá complicado isso, porque nem sempre eu como em casa... Imagina se eu estiver no meio de um restaurante e ai bléh? Onde eu vou enfiar a minha cara? O_O
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Enfim, indo para o que realmente interessa, hoje reuni alguns truques para diminuir os enjoos, confiram:

01. BALA OU PASTILHA DE MENTA
Sabe aquela pastilha de menta que fica escondida dentro da bolsa para o caso de uma crise de mal hálito? Pois é, ela pode salvar suas refeições! Como o gosto é leve e refrescante, ele tende a ajudar no controle do enjoo. Se você não se adaptar à menta, tente uma balinha de limão, também funciona. Lembrando que você não deve mastigar a bala.

02. LENÇO UMEDECIDO COM ÁLCOOL
Cheirar um lencinho umedecido com álcool também ajuda a combater os enjoos e a tontura. Eles podem ser comprados em lojas de suprimentos médicos ou até em farmácias. 

03. GENGIBRE
Gengibre é um dos mais utilizados contra enjoos. Tomar um chá de gengibre, ou até mesmo mastigar um pedacinho bem pequeno pode ser a solução para seus problemas. Mas cuidado, você deve ter cuidado com a quantidade de gengibre que consome, já que ele pode aumentar a chance de ter hemorroidas durante a gravidez, e até piorá-las se já as tiver. 

04. COMA FREQUENTEMENTE EM PORÇÕES PEQUENAS
Tente não deixar seu estomago nem vazio nem cheio demais. Coma pequenas porções durante o dia, preferencialmente a cada 2 ou 3 horas.

05. EVITE COMIDAS PICANTES E GORDUROSAS
Esse tipo de comida pode irritar seu estômago, que já está bem sensível por conta da gravidez, podendo assim piorar os enjoos e causar os terríveis vômitos (além de aumentar os gases). 

06. INGESTÃO DE PROTEÍNAS E CARBOIDRATOS
Experimente ingerir alimentos com grande teor proteico ou de carboidratos, como nozes, amendoins, barrinhas de cereal. Esses alimentos ajudam a absorver o excesso de ácido estomacal e de açúcar no sangue, que são grandes causadores de enjoos.

07. COMER ALIMENTOS FRIOS E EM TEMPERATURA AMBIENTE
Como alimentos quentes exalam o cheiro do alimento com mais intensidade, pode ser que comer os alimentos frios ou em temperatura ambiente a ajude a manter algo no estômago, já que o cheiro não a irritará tanto.

08. CHEIRAR LIMÃO
O cheiro do limão cortado acalma o estomago, ajudando no combate das náuseas. Bebidas com limão também ajudam nesse fim. 

09. PÓ DE CAFÉ EMBAIXO DA LÍNGUA
Essa dica eu ainda não testei, mas foi me recomendada por uma pessoa de bastante confiança e que teve quatro filhos, então deve funcionar né? E é o seguinte: quando o enjoo começar, colocar um pouco de pó embaixo da língua e deixá-lo ali até que se dissolva por completo. Se você testar essa dica, fale nos comentários se funcionou ou não, ok? 

Espero que isso as ajude a combater esses terríveis enjoos. Boa sorte para vocês!
Beijocas, Mamãe Coruja.


14 de mar. de 2014

Aos maridos e namorados de mulheres grávidas

Mudanças de humor drástica, gritos, birras, choros, chiliques. Não, eu não estou falando de uma criança de 2 anos, estou falando de uma mulher grávida. A gravidez é um dos momentos mais "Guerra Fria" de um relacionamento. Tudo parece lindo, o sonho se realizando, mas essa paz não passa de teoria. Dentro de uma mulher grávida milhares de pensamentos, sentimentos e sensações se misturam, criando uma verdadeira bomba atômica prestes a explodir a qualquer momento. Qualquer coisa vira motivo para um mix de fúria e carência, onde ela sempre tem a razão, mesmo que não tenha. 
Você começa a se sentir angustiado porque ela mudou, você não tem mais direito a opinião, sente-se deixado de lado (salvo os momentos em que ela se sente carente e corre para seus braços). Eu, como grávida, tenho um conselho para você homem: Paciência. Não discutam, não se imponham tanto, não liguem para tudo o que elas vão dizer. Aquela mulher que você conheceu está lá em algum lugar, mas está afogada em hormônios, mudanças repentinas e uma insegurança que vem até para as mulheres mais tranquilas. 
A ideia de ser pai pode ser assustadora para você, mas ser mãe é muito mais difícil. Ser mãe envolve corpo, alma e coração. Primeiramente o corpo, que a cada segundo se modifica, se abre, se afrouxa para que um novo ser se forme ali dentro. O corpo que já está diferente mesmo quando nem se sabe que está grávida, e que continuará diferente quando não se estiver mais. A cintura que sumiu, as estrias que aparecem incessantemente, os seios que doem... A insegurança se forma a cada olhada no espelho.
Depois vem a alma, que se esforça para ser alguém que não se sabe ser, que se doa para um ser humano que ainda nem nasceu. Nesse momento ela tem medo de não ser uma boa mãe, de seu filho não ser feliz, de ele se tornar uma criança triste por culpa dela. Tudo o que ela quer é encontrar a fórmula da felicidade e deixá-la guardada na gaveta até a hora em que seu filho nascer. Ela não quer falhar, ela não pode falhar.
Só depois disso tudo vem o coração. Muitas mães só começam a verdadeiramente amar seu bebê muito tempo depois de descobrir que está grávida. Pode-se amar a ideia de ser mãe desde o primeiro momento, mas amar um filho é diferente. Quando o coração demora a entrar no jogo a mulher se sente impotente. Você já ama o bebê, os pais dela e os seus pais já amam o bebê, todos já amam o bebê, mas ela está assustada demais para conseguir amá-lo. Acho que de tudo essa é a parte mais difícil. Pelo menos para mim foi, até agora. 
Nesses 9 meses tenha em mente que há muita coisa acontecendo para ela, e faça todos os dias a escolha de "não estar certo, mas ser feliz". Diga a ela que ela está linda todos os dias, que ela será uma ótima mãe e que ela é a mulher mais forte e corajosa que você já conheceu. Não faça brincadeirinhas do tipo "Quando o neném nascer você vai ficar uma geladeirinha linda" (sim, isso é um caso real! Acredite quem quiser) porque o que você vai conseguir tirar dela são tapas e lágrimas ao invés de um sorriso e o que você não conseguirá tirar dela são palavras por um bom tempo.Quando esse tempo passar, e passa rápido, ela vai voltar a ser a mulher que você conheceu. Então rapazes, PACIÊNCIA...

Beijos, Mamãe Coruja.

13 de mar. de 2014

O que você gostaria de saber antes de seu filho nascer?

Acho que todas as mulheres, quando ficam grávidas pela primeira vez, buscam quase desesperadamente informações sobre o que as espera dali em diante. A gente se prepara, lê todos os livros que pudermos, procuramos em mães mais experientes conselhos que sejam úteis, observamos a experiencia alheia... E nunca é suficiente. Sempre aparece uma situação, um pensamento, um sentimento que não esperamos, e não sabemos como lidar com ele. Foi com esse pensamento que a Escola de Mães Perestroika fez esse vídeo. Confiram:
Eu achei esse vídeo lindo, até derramei uma lagriminha (hormônios HUASUHAS)... 
Mamãe Coruja <(*v*)>